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quarta-feira, 31 de março de 2021

BADBADNOTGOOD | Speaking Gently

 Pontos fundamentais a sublinhar: a afinidade (aqui sob a forma do parentesco entre obra de arte e problema filosófico) é o conceito-chave da categoria da relação em Benjamin. O problema filosófico surpreende-se como possibilidade de formulação do teor de verdade da obra, que terá de ser desenterrado. Com frequência, a crítica - aqui claramente equiparada à filosofia - é comparada a um acto de desenterrar, de escavar na terra. O crítico é assim como um mineiro ou um descobridor de tesouros. Diante da obra, a pessoa que tem um segredo que não confessará pela violência,, exige-se paciência, perseverança e reverência. Daí a verdade ser reconhecível e não questionável, pois pertence à ordem do mistério. Esta é uma ideia que Benjamin nunca põe de lado: a verdade não é um objecto de questionação, é uma exigência. Guardemos o reenvio do belo ao verdadeiro para mais tarde. Sublinhe-se desde já a confiança de Benjamin em relação à legitimidade de continuar a falar do vínculo entre beleza e verdade, sempre que se trata de pensar o que é a filosofia.

O Químico e o alquimista - Benjamin, Leitor de Baudelaire

AIR - Playground Love (Official Video)

 O professor, pelo menos desde o Ménon platónico, não é, em primeiro lugar, alguém que sabe ensinar quem não sabe. É antes alguém que tenta recriar o objeto de estudo na mente do estudante, utilizando uma estratégia que permita, antes de qualquer outra coisa, que o estudante reconheça o que potencialmente já sabe, o que implica desmontar as forças que reprimem a sua mente e o impedem de saber aquilo que sabe. É por isso que cabe ao professor, e não ao aluno, fazer a maior parte das perguntas.

O Código dos códigos, Northrop Frye