Io credo nelle persone, però non credo nella maggioranza delle persone. Anche in una società più decente di questa, mi sa che mi troverò a mio agio e d'accordo sempre con una minoranza. (Nanni Moreti)
Acerca de mim
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
9. Virginia Astley, «Hope in a Darkened Heart»
Foi num Natal longíquo que ouvi pela primeira vez este álbum. Ainda hoje fico preso ao encantamento doce que ele produz em mim. Gosto da voz suave da Virginia Astley que aqui tem uma companhia de luxo.
8. Some Like it Hot
Sempre gostei de musicais dos anos 40 e 50. A Marilin canta de uma forma única e é nas contradições do que diz cantando que se revela ainda mais encantadora. Para compreendermos a vida, temos de, em primeiro lugar, compreender que "ninguém é perfeito".
7. Stewart Copeland, «Rumble Fish»
Esta é a música de mais um filme. Um filme que fala de uma energia bruta, mas silenciosa. Uma energia que julgamos possuir apenas numa fase precoce das nossas existências, mas que permanece. Eu trago-a comigo.
6. The Smiths
"Tudo o que desejo sublinhar é o princípio segundo o qual a Vida imita a Arte muito mais do que a Arte imita a Vida, e estou certo de que, se pensares a sério na questão, verás que é verdade. A Vida ergue um espelho em frente à Arte, e, ou reproduz algum tipo estranho imaginado por qualquer pintor ou escultor, ou realiza de facto aquilo que foi sonhado na ficção. De um ponto de vista científico, a base da vida - a energia da vida, como lhe chamaria Aristóteles - é simplesmente o desejo de expressão, e a Arte está continuamente a apresentar várias formas através das quais uma tal expressão pode ser conseguida."
Vivian a Cyril, no diálogo que mantêm em «O Declínio da Mentira», de Oscar Wilde
5. Ry Cooder, Paris, Texas
Mais um filme. Outra história de amor. Desta vez de destinos trocados e tristes, de pessoas que vagueiam, sem destino, porque provavelmente não souberam reconhecer os sinais adequados no tempo certo. É a vida…
4. Tom Waits and Crystal Gayle, One from the heart
Sempre tive um fraquinho por histórias de amor. De preferência, que acabem mal e que sejam tristes. Este disco contém a banda sonora de um filme, cuja história de amor acaba bem. Só sei que o seu feitiço permanece. Podemos viver com muitas preocupações, com muitas tarefas para cumprir, mas o amor tem sempre um lugar central naquilo que fazemos.
3. Frank Sinatra, Sinatra at the Sands
O tempo pode passar, o meu cabelo pode ficar grisalho, mas, ontem como hoje, o Sinatra é o Sinatra e, parafraseando José Duarte, só ele me faz mesmo dançar.
W. A. Mozart, Krönungsmesse
O meu espírito individualista vacila quando ouço vozes como estas que se encontram num lugar qualquer. Esse encontro, se é que se dá mesmo, terá de ocorrer num espaço mágico, em transcendência. É para aí que aponto.
1. Pat Metheny, Travels, 1983

Há discos que me acompanham quase desde que me conheço e não sei porquê. Travels é a minha fonte e o meu refúgio absoluto. Quando penso no grande Pat, é neste disco que repousam as minhas memórias. É estranho, mas é comigo que me encontro quando ouço Travels. Há discos que são capazes de operar o milagre da recuperação do tempo passado.
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